Ao longo de seus 60 anos de existência, a Globo produziu e lançou novelas inesquecíveis e transformou seus atores em parte da memória afetiva de gerações inteiras - desde os ícones que estrearam ainda nos tempos de 'Irmãos Coragem' até os galãs e protagonistas da era das plataformas de streaming, como 'Vale Tudo'.
A televisão brasileira mudou, e com ela o modo de fazer novelas. Mas o rosto de certos artistas segue sendo familiar para o público, aparecendo em novas tramas, personagens marcantes e releituras modernas dos clássicos da emissora. Enquanto alguns começaram crianças e cresceram diante das câmeras, outros viraram símbolos de que sonhos podem ser realizados com esforço e talento.
Das veteranas como Debora Bloch e Claudia Raia aos queridinhos da nova geração como Chay Suede, Cauã Reymond e Nicolas Prattes, hoje o Purepeople reúne nomes que ajudaram a construir a identidade da TV Globo. E, claro, é impossível não se surpreender ao comparar a infância de cada um com sua versão atual.
Na galeria, confira o antes e depois de 30 atores da Globo, da infância até a atualidade - e se surpreenda com a explosão do fofurômetro que vai presenciar.
A vida da maioria dos artistas desta galeria não foi fácil, e Bella Campos é uma das que enfrentou momentos difíceis nos primeiros anos de vida. Em uma entrevista ao 'Domingão com Huck', a Maria de Fátima de 'Vale Tudo' contou que, aos dois anos, viu os pais se separarem e a mãe se mudar para a Itália em busca de melhores condições de vida. Nesse período, passou a ser criada pela avó materna.
A mãe retornou ao Brasil quando Bella tinha dez anos, e a família se estabeleceu em Florianópolis (SC), onde a artista viveu experiências dolorosas: "Lá eu tive um choque de realidade. Foi quando entendi que eu era uma menina preta. Nunca tinha pensado sobre isso. No Ensino Médio, foi difícil. Eu comecei a perceber que o mundo me via de uma forma diferente", relembrou, citando os preconceitos sofridos.
Com o desejo de estudar psicologia, Bella começou a trabalhar em uma cafeteria localizada dentro de um teatro, e foi ali que o acaso aproximou a arte de sua rotina: "Todo mundo falava: 'Você tem cara de atriz, você devia fazer teatro'. Chegou uma hora em que ouvir isso começou a me dar raiva. Eu não tinha acesso a esse mundo. Era como se estivessem falando de uma realidade inalcançável", completou.
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